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Rollemberg não sabia que o pau que dá em Chico também bate em Lula

Se arrependimento matasse, Rollemberg já não estaria entre nós. A CPI do Banco Master, que ele propôs na Câmara dos Deputados, pode ganhar vida própria e sair do controle. O que ele imaginava causar desgaste político ao governador do DF, Ibaneis Rocha, acabou atingindo figurões da República, entre eles o próprio presidente Lula. Agora, o silêncio reina na esquerda

O deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) vive hoje um daqueles arrependimentos clássicos da política: o de ter ido longe demais.

Ao articular 171 assinaturas para a abertura de uma CPI, na Câmara dos Deputados, destinada a apurar a fraude bilionária atribuída ao banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, Rollemberg, o pior governador da história do DF, creditava que a história ficaria restrita a política paroquial de Brasília. O plano deu errado.

Se arrependimento matasse, Rollemberg já não estaria entre nós. O erro foi subestimar o alcance da teia montada em torno do Banco Master.

O caso, que parecia restrito ao DF, rapidamente escalou e atingiu figuras centrais do Palácio do Planalto, chegando ao próprio presidente Lula ainda em dezembro de 2024.

O que torna o episódio particularmente explosivo não é a tentativa de compra de ativos pelo BRB, hoje um detalhe quase irrelevante e “fichinha” diante do conjunto da obra.

O verdadeiro problema é que o caso Master “estourou no colo do Planalto”. E, quando isso aconteceu, a esquerda, especialmente no Distrito Federal, ficou louca e calou.

Vieram à tona encontros fora da agenda oficial, realizados no gabinete presidencial, envolvendo Lula e o banqueiro Daniel Vorcaro.

Reuniões articuladas pelo ex-ministro Guido Mantega, que, convenientemente, recebia R$ 1 milhão por mês como “consultor” do Banco Master. O ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski, também tinha mesada do Master.

Também participaram nomes de peso, como o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além dos ministros Rui Costa e Alexandre Silveira.

Nos bastidores, Jaques Wagner, líder do governo no Senado, é apontado como o padrinho da indicação de Mantega, uma nomeação que, segundo relatos, teria servido para saldar uma antiga “dívida de gratidão”.

O contraste é inevitável. Lula, que recentemente condenou publicamente “maracutaias” como as atribuídas ao Banco Master, agora vê seu nome associado ao que já é chamado de o maior golpe financeiro da história do país.

A pergunta que se impõe é simples e incômoda: o que buscava Vorcaro nessas reuniões, senão proteção, influência ou favores?

Quando a bomba veio a público, o reflexo foi imediato. O PT passou a orientar seus quadros a “descolar” o presidente do escândalo, temendo danos irreversíveis à imagem do governo.

Parlamentares petistas que haviam assinado o pedido da CPI recuaram, como a deputada Erika Kokay (PT-DF).

O próprio Rollemberg, segundo relatos, teria sido aconselhado pelo vice-presidente da República por Geraldo Alckmin e do seu partido com o seguinte pedido: “mexa com isso não, meu filho!

A esquerda brasiliense, antes ruidosa nas vozes de Chico Vigilante, Gabriel Magno e Fábio Félix, adotou o silêncio sepulcral.

As revelações sobre os encontros sigilosos no Planalto funcionaram como mordaça. Ninguém quer cutucar o vespeiro que liga Vorcaro diretamente ao núcleo do poder petista.

O problema é que o holofote já está aceso. E o maior golpe financeiro do país ameaça, agora, engolir, além do Master, o próprio presidente da República e seu governo, em pleno ano eleitoral.

As informações são do RadarDF

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