A mais recente “Fake News” espalhada nos bastidores da política do Distrito Federal, de que o governador Ibaneis Rocha estaria desistindo de sua candidatura ao Senado em 2026, não é apenas mentirosa. Ela é deliberadamente irresponsável, estrategicamente plantada e revela um jogo político sujo que já deveria ter sido superado na democracia brasileira. A grande farsa circulou nesta terça-feira (28) em um blog de propriedade do ex-senador Gim Argello.
A informação falsa, veiculada por um blog sem credibilidade e com histórico conhecido de alinhamento a interesses obscuros, ignora completamente os fatos objetivos: Ibaneis mantém sua pré-candidatura, segue o rito legal de desincompatibilização e permanece firme no projeto político que representa a continuidade natural de um governador em final de mandato, afirmaram fontes palacianas ligadas ao governador. “Não há recuo, não há desistência, não há crise, há apenas desinformação fabricada”, disse uma fonte de alto grau na cadeia hierárquica do GDF.
O que causa ainda mais indignação é o silêncio ensurdecedor da cúpula política da esquerda no DF. Rodrigo Rollemberg, Cristovam Buarque, Ricardo Cappelli e Chico Vigilante, raposas da política candanga, todos conhecedores do peso institucional de suas palavras e omissões, assistem passivamente à proliferação de mentiras, escondidos em seus gabinetes municiando a discórdia, enquanto o debate público é contaminado por boatos, intrigas e narrativas artificiais.
Coincidentemente, ou não, esse ataque ocorre em meio às investigações envolvendo o Banco Master, um tema que enrola o governo federal dia após dia, sem respostas claras, sem posicionamentos firmes e sem a transparência que a sociedade exige. E os “paladinos” da moralidade política do DF, como os citados acima, repousam em um silêncio sepulcral.
Enquanto isso, quem governa o DF e apresenta resultados vira alvo de cortinas de fumaça cuidadosamente lançadas para desviar o foco do que realmente importa.
Mas a estratégia é velha e a população de Brasília já conhece: criar confusão, gerar instabilidade política e tentar desgastar quem tem aprovação popular e viabilidade eleitoral. Trata-se de um jogo conhecido da esquerda, que, sem projeto convincente para o futuro do Distrito Federal, aposta na desconstrução de adversários por meio da mentira e da manipulação da informação.
O eleitor do DF não é ingênuo. A sociedade cobra, e com razão, postura imparcial, responsabilidade institucional e compromisso com a verdade, sobretudo daqueles que ocupam cargos públicos e se dizem defensores da democracia. Ficar calado diante de fake news não é neutralidade; é conivência, interesse ou até mesmo cumplicidade.
Mais grave ainda é permitir que figuras do passado, como Gim Argelo, já marcadas por condenações e escândalos, tentem reassumir protagonismo político disseminando boatos como se fossem fatos. Isso não fortalece a democracia, pelo contrário, enfraquece o debate público e afronta a inteligência do eleitor.
Gim Argello foi senador suplente pelo PTB-DF entre 2007 e 2014. Sua carreira política terminou em 2016, quando foi preso na 28ª fase da Operação Lava Jato, acusado de obstrução de justiça e corrupção passiva.
Argello foi condenado a 19 anos de prisão por tentar interferir em investigações da CPI da Petrobras, oferecendo propinas a delatores para evitar menções a políticos aliados.
Após cumprir parte da pena em regime semiaberto, ele foi solto em 2020 e, recentemente, sinalizou um retorno à cena política.
O Distrito Federal exige política séria, debate honesto e confronto de ideias, não campanhas subterrâneas baseadas em mentiras. Fake news não são estratégia legítima; são sinal claro de desespero político.
E, em 2026, o eleitor saberá exatamente quem trabalhou com fatos e quem apostou na fraude da informação. Os ratos da política brasiliense que fiquem espertos.
**Poliglota é jornalista, especialista em políticas públicas do DF e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília





