O que está acontecendo em Brasília escancara, mais uma vez, a falência moral e editorial da grande mídia brasileira. Enquanto centenas de milhares de brasileiros se mobilizam, caminham, se organizam e convergem para a Praça do Cruzeiro em um dos maiores atos populares recentes em defesa da liberdade, o que fazem os grandes veículos de comunicação? Silenciam. Fingem que não veem. Escondem do país um fato político e social de enorme relevância.
A Caminhada pela Liberdade, protagonizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira, não é um evento pequeno, folclórico ou irrelevante. Trata-se de uma mobilização espontânea, crescente, que nasce do inconformismo popular diante de abusos, injustiças e da sensação generalizada de que o cidadão comum perdeu voz. Ignorar isso não é descuido jornalístico — é escolha editorial deliberada.
A grande mídia, que se autoproclama defensora da democracia, da pluralidade e do direito à informação, falha miseravelmente quando decide filtrar a realidade de acordo com sua conveniência ideológica. Se essa mesma mobilização tivesse outro viés político, com outros protagonistas e outro discurso, as manchetes estariam estampadas em horário nobre, com entradas ao vivo, comentaristas exaltados e editoriais inflamados.
O que se vê, no entanto, é um jornalismo seletivo, que informa apenas aquilo que interessa a determinados grupos de poder, enquanto esconde manifestações legítimas que não se alinham à sua narrativa. O resultado é um país mal informado, um telespectador enganado e uma democracia fragilizada pelo monopólio da versão dos fatos.
Ao negar visibilidade à Caminhada pela Liberdade, a grande mídia não silencia Nikolas Ferreira — tenta silenciar milhões de brasileiros que se reconhecem nesse movimento. Mas a tentativa é inútil. As redes sociais, as ruas e a presença massiva do povo em Brasília mostram que a verdade encontra caminhos, mesmo quando os grandes microfones se recusam a amplificá-la.
Mídias independentes como a Revista Oeste, Verde Oliva, Time Line e tantas outras conhecidas do povo, que nelas passou a acreditar na verdade, estão levando a informação que as “poderosas” se negaram.
O episódio expõe uma verdade incômoda: hoje, no Brasil, parte expressiva da mídia não cumpre mais o papel de informar, mas de tutelar o debate público. E quando o jornalismo escolhe o silêncio diante da voz das ruas, deixa de ser imprensa para se tornar militância disfarçada.
A Caminhada pela Liberdade seguirá seu curso, com ou sem cobertura. Já a credibilidade da grande mídia, essa segue em queda livre — e, ao que tudo indica, sem volta.
**Poliglota é jornalista e Editor-chefe do Portal Opinião Brasília





